Exames

Receba os resultados do paciente, suba os arquivos e deixe o OCR extrair os marcadores automaticamente. Zero digitação.

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Quando usar essa tela

Após o paciente fazer os exames solicitados, ele traz os resultados (físicos ou digitais). Nessa etapa você sobe os arquivos — o sistema extrai os marcadores automaticamente e prepara tudo para o Mapa Capilar.

O acesso fica dentro da anamnese do paciente, na aba Rota de Investigação. Você chega lá por dois caminhos:

  • No prontuário do paciente, clique em Anamneses e abra a anamnese respondida.
  • Na tela de resultado do pré-diagnóstico, use o botão Enviar Resultados dos Exames.

Formatos aceitos

  • PDF — resultado digital direto do laboratório (ideal, texto extraído sem OCR)
  • Foto (JPG, PNG, WebP) — foto do laudo impresso
  • Word (.docx) — laudos gerados em processador de texto
  • Planilha (.xlsx, .xls, .csv) — exportações de sistemas de laboratório
Você pode enviar vários arquivos de uma vez. Tamanho máximo por arquivo: 10 MB.

Passo a passo: subir e processar os exames

  1. Abra a Rota de Investigação

    No prontuário do paciente, clique na anamnese já respondida. Na parte superior da tela de resultado, clique em Enviar Resultados dos Exames — isso abre a tela de upload.
  2. Confira a lista de exames esperados

    O sistema mostra automaticamente os exames solicitados pela IA (gerados durante o pré-diagnóstico). Cada exame aparece com um círculo vazio. Conforme você sobe e processa os arquivos, os marcadores encontrados marcam o círculo com um ícone de check verde. Não é obrigatório ter todos — o relatório funciona com os exames disponíveis.
  3. Preencha a data de coleta e o tipo

    Antes de selecionar o arquivo, defina:
    • Data da coleta — a data do laboratório (não a de hoje). Exames com mais de 6 meses devem ser marcados como Anterior.
    • Exame Recente — resultado novo, base principal do relatório.
    • Exame Anterior — exame mais antigo, usado para comparação temporal no Mapa Capilar.
  4. Selecione ou arraste os arquivos

    Clique na área pontilhada ou arraste os arquivos direto do seu explorador de arquivos. O campo accept do browser filtra automaticamente os tipos válidos (.pdf, .jpg, .jpeg, .png, .docx, .xlsx, .xls, .csv). Todos os arquivos selecionados são enviados em paralelo — você vê cada um aparecer na lista com o status Aguardando processamento.
  5. Clique em "Processar" para cada arquivo

    Cada arquivo enviado aparece com um botão Processar. Clique nele para acionar o OCR. O processamento leva entre 5 e 30 segundos por arquivo. Você acompanha o progresso em tempo real:
    • Extraindo texto do documento… (0–5 s)
    • Identificando marcadores laboratoriais… (5–15 s)
    • Quase pronto, finalizando análise… (15–30 s)
    Ao terminar, o status muda para Pronto (verde) e os marcadores extraídos aparecem logo abaixo do nome do arquivo.
  6. Revise os marcadores extraídos

    Cada arquivo processado exibe os marcadores encontrados com valor e unidade. Se o OCR pegou um valor errado ou não encontrou algum exame, você pode corrigir manualmente antes de gerar o relatório — veja a seção Revisar e corrigir abaixo.
  7. Prossiga para o relatório

    Quando todos os arquivos estiverem com status Pronto, o botão Prosseguir para Gerar Relatório aparece no rodapé. Clique nele para voltar à tela de resultado e gerar o Mapa Capilar.

Como o OCR extrai os marcadores

O pipeline usa duas camadas para garantir o máximo de aproveitamento independente do tipo de arquivo:

  • PDF com camada de texto — o texto é lido diretamente (rápido, sem custo de OCR). A IA recebe o texto limpo e identifica cada marcador, valor, unidade e faixa de referência do laboratório.
  • PDF escaneado ou foto — o sistema detecta que não há camada de texto (ou que ela é muito curta) e aciona o Google Vision OCR antes de passar o texto para a IA.
  • Word (.docx) e planilha (.xlsx/.csv) — o texto é extraído localmente, sem OCR, e processado pela IA da mesma forma.

A IA entende variações de nomenclatura de laboratório para laboratório: por exemplo, Vit D, 25-OH-D, 25-Hidroxivitamina D e Vitamina D3 são mapeados para o mesmo marcador interno. O mesmo vale para TSH, ferritina, hemograma e dezenas de outros exames. Após a extração, o sistema calcula também marcadores derivados como o HOMA-IR (resistência à insulina) quando glicose e insulina estão presentes no laudo.

Foto ruim = OCR ruim

Para fotos de laudo: use boa iluminação, papel liso (sem dobra) e evite sombra sobre a tabela de resultados. Segure o celular paralelo ao papel — perspectiva inclina os números e aumenta erros. PDF do laboratório é sempre o ideal quando disponível.

PDF protegido por senha ou sem camada de texto

Alguns laboratórios geram PDFs protegidos ou completamente escaneados. Se o processamento retornar zero marcadores, tente: (1) abrir o PDF e salvar uma nova cópia sem senha, ou (2) tirar uma foto do laudo impresso com boa iluminação. PDFs com apenas o cabeçalho em texto mas o corpo escaneado também caem nesse caso — a foto costuma ser mais confiável nesses cenários.

Revisar e corrigir os valores extraídos

Após o processamento, a tela mostra um preview com os primeiros marcadores de cada arquivo (nome, valor e unidade). Se perceber algum erro:

  • Valor errado ou unidade trocada — abra o Mapa Capilar após a geração e use o editor de marcadores para corrigir o valor antes de aprovar o relatório.
  • Marcador não encontrado — tente reprocessar o arquivo com uma foto mais nítida ou um PDF diferente. Se o exame ainda não aparecer, suba um novo arquivo contendo apenas esse resultado.
  • Marcadores duplicados entre arquivos — quando dois laudos contêm o mesmo exame, o motor usa o valor do arquivo mais recente (pela data de coleta). Remova o arquivo mais antigo se quiser evitar duplicidade.
  • Arquivo processado com erro — o botão Tentar novamente redefine o status e permite reprocessar. Se o erro persistir, substitua por outro arquivo (foto ou PDF diferente) ou insira os valores manualmente.

Aviso de identidade do paciente

Se o CPF ou nome no laudo não corresponder ao cadastro do paciente, o sistema exibe um aviso de identidade. Isso não bloqueia o processamento — é um alerta para você confirmar que o exame pertence ao paciente correto antes de gerar o relatório.

Exames anteriores para comparação evolutiva

Se o paciente tem exames de meses ou anos atrás, vale subí-los marcados como Anterior. O Mapa Capilar exibe a evolução de cada marcador entre as datas (ex.: ferritina subiu de 42 → 128 em 4 meses), o que enriquece a interpretação clínica e o plano de acompanhamento.

Quando usar exames anteriores

Ideal para pacientes em retorno. No primeiro atendimento pode não ter base de comparação — sem problema, o relatório funciona só com os exames recentes. Submeta os exames anteriores com a data de coleta correta para que a linha do tempo apareça certa no relatório.

O que acontece depois

Com todos os exames processados e revisados, você volta à tela de resultado do pré-diagnóstico e clica em Gerar Mapa Capilar. Os marcadores extraídos alimentam o motor de scoring RPS, que classifica cada marcador em zonas (ótimo, adequado, alerta, crítico) e gera o relatório completo.

Se você também fez tricoscopia, o ideal é subir as imagens antes de gerar o relatório — assim dá para combinar exames e imagens em um único documento. Veja como em Tricoscopia e Laudo Unificado.

Dicas pra otimizar o dia a dia

Suba vários arquivos de uma vez

A dropzone aceita múltiplos arquivos em uma única seleção. Se o paciente trouxe o PDF de hemograma separado do perfil tireoidiano, selecione os dois juntos — eles sobem em paralelo e você processa um de cada vez. Não precisa fechar e reabrir a tela.

Confira a extração antes de gerar o Mapa

Dedique 30 segundos para olhar os marcadores extraídos antes de clicar em Gerar Mapa Capilar. Um valor fora do padrão (ex.: ferritina = 1200 quando o laudo mostra 12,0) é mais fácil de corrigir aqui do que editar o relatório gerado depois. O preview aparece logo abaixo do nome do arquivo quando o status fica verde.

PDF direto do laboratório é mais rápido e mais preciso

Laboratórios que enviam o resultado por e-mail ou portal geralmente geram PDFs com camada de texto. Nesses PDFs o texto é lido diretamente — sem OCR, sem custo extra, em segundos. Peça ao paciente para salvar o PDF nativo em vez de imprimir e fotografar.

Use a lista de exames esperados como checklist

A tela mostra todos os exames solicitados pela IA durante o pré-diagnóstico. Conforme os marcadores são encontrados, os itens ficam verdes. Use isso como guia rápido para confirmar que os exames mais importantes chegaram antes de prosseguir.

Foto borrada ou com reflexo trava o OCR

O caso mais comum de falha de extração é foto tirada de ângulo, com flash direto sobre o papel ou com parte da tabela fora do enquadramento. Nesses casos o Google Vision devolve caracteres ilegíveis e a IA não consegue identificar os valores. Retoque a foto com boa luz natural antes de tentar novamente.

Paciente recorrente: sempre registre a data de coleta correta

A data de coleta (não a data de upload) é o que o sistema usa para ordenar os exames na linha do tempo. Se você sobe um exame de 3 meses atrás hoje, informe a data real da coleta — assim a evolução de ferritina, vitamina D e outros marcadores aparece na ordem certa no relatório de acompanhamento.