Mapa Capilar

O produto final — um PDF profissional com scorecard, hipótese tricológica, evidências cruzadas e protocolo terapêutico em 4 fases, com regras de segurança na prescrição.

Leitura · ~15 min

O que é o Mapa Capilar

O Mapa Capilar é o laudo gerado pela IA a partir da anamnese do paciente e dos seus exames laboratoriais já processados. Ele entrega:

  • Score Geral RPS — percentual único de saúde capilar metabólica do paciente
  • Scorecard por sistema — pontuação em % em cada um dos 11 sistemas biológicos
  • Marcadores individuais — valor coletado, faixa do laboratório, faixa RPS e status de cada marcador
  • Análise clínica detalhada — até 5 cards com os marcadores que mais pedem atenção, na ordem de prioridade
  • Hipótese tricológica — hipóteses clínicas, em linguagem de sugestão nos Mapas novos, com as evidências que as sustentam (nos Mapas anteriores, a seção se chama Diagnóstico Sindrômico)
  • Protocolo terapêutico em 4 fases — 12 meses de suplementação com produto, dosagem, frequência e observações para farmácia, incluindo a fórmula moduladora manipulada quando ela está indicada
  • Lista de exames de controle — quais exames repetir e quando

O que mudou em outubro de 2026

Os Mapas gerados ou regenerados a partir de agora trazem achados priorizados, selos de conferência na PCR, evolução na mesma régua e regras de segurança na fórmula manipulada. Mapas já emitidos não mudam. Para aplicar as regras novas a um Mapa antigo, use Regenerar com IA (consome 1 crédito). O resumo do que muda na sua rotina está no fim desta página, em O que mudou e o que você precisa fazer.

1. Antes de gerar — o que precisa estar pronto

Para que o Mapa Capilar tenha o máximo de precisão, confirme dois pontos:

  • Anamnese completa: o paciente respondeu o quiz e você já tem o pré-diagnóstico gerado em Anamnese → Resultado.
  • Exames enviados e processados: o upload dos PDFs ou imagens foi feito e o sistema extraiu os marcadores (status Processado na aba de exames). Quanto mais marcadores extraídos, mais rico fica o scorecard RPS.

A anamnese também alimenta as regras de segurança

As regras de segurança da fórmula manipulada (seção 4) leem o que está registrado na anamnese: gestação, amamentação, bebê com menos de 12 meses, plano de gravidez e método contraceptivo, histórico de câncer com remédio que bloqueia hormônios, medicamentos em uso (em Quais medicamentos?) e condições de saúde, como Hepatite. O que não estiver registrado, o sistema não consegue considerar — revise esses campos antes de gerar.

Gerar sem exames enfraquece o laudo

A IA consegue gerar o Mapa Capilar sem exames — mas o scorecard RPS fica muito limitado, pois não há marcadores para pontuar. Você consome 1 crédito do mesmo jeito. Sempre envie os exames antes de gerar, exceto em casos onde a anamnese já é suficiente para a primeira orientação.

2. Gerar o Mapa Capilar

O botão Gerar Mapa Capilar fica na tela de resultado da anamnese, no passo 3 do fluxo de investigação.

Consome 1 Crédito de Mapa

A geração desconta 1 Crédito de Mapa do seu saldo. Verifique em Créditos (menu lateral) antes de gerar se estiver com saldo baixo. Se houver falha técnica durante a geração, o crédito é estornado automaticamente.
  1. Acesse o prontuário do paciente

    No menu lateral, vá em Pacientes e abra o paciente. Na aba Anamneses, clique na investigação mais recente para abrir a tela de resultado.
  2. Confirme os exames processados

    Na tela de resultado, o passo 2 do fluxo mostra quantos exames foram processados. Se quiser incluir exames anteriores para calcular a evolução laboratorial, clique em Enviar exames anteriores e faça o upload. Quando há exame anterior lido, a caixa Incluir evolução laboratorial aparece no passo de geração e já vem marcada se a leitura não gerou avisos. Se a tela mostrar um aviso (por exemplo, de identidade do paciente), a caixa vem desmarcada, e você decide se a marca depois de conferir.
  3. Clique em Gerar Mapa Capilar

    Um diálogo de confirmação aparece mostrando quantos créditos você tem. Confirme clicando em Gerar. O sistema redireciona para a tela de progresso com as etapas em andamento.
  4. Acompanhe a geração

    A tela mostra as etapas em tempo real (leva em média 1 a 2 minutos). Você pode fechar a aba — a geração continua no servidor e o Mapa fica disponível no prontuário quando concluir.
  5. Mapa gerado — revisão e edição

    Ao concluir, o sistema redireciona automaticamente para a página do Mapa Capilar gerado, onde você visualiza, edita e aprova cada seção antes de entregar ao paciente.
Mapa Capilar com Score RPS, scorecard por sistema e marcadores
Mapa Capilar — Score RPS, scorecard por sistema e marcadores individuais.

3. O que tem dentro do Mapa Capilar

Score Geral RPS

Pontuação única em % que resume a saúde capilar metabólica do paciente, calculada pelo Sistema RPS a partir de todos os marcadores extraídos dos exames.

Scorecard dos 11 sistemas biológicos

Cada sistema tem uma barra de progresso colorida mostrando sua pontuação. As cores seguem as 4 faixas do Sistema RPS:

Faixas canônicas do scorecard

Ótimo (≥ 75%), Adequado (50–74%), Limítrofe (25–49%) e Insuficiente (< 25%). Se você personalizou faixas em Personalizar IA, o marcador aparece com o badge Personalizado na tabela.

Os 11 sistemas avaliados:

  • Nutricional — Ferritina, Ferro, Vitamina D, B12, Zinco, Ácido Fólico
  • Tireoidiano — TSH, T4 Livre, T3 Livre
  • Metabólico — Glicose, Insulina, HOMA-IR
  • Inflamatório — PCR, Homocisteína
  • Hormonal — Testosterona, DHT, SHBG, Estradiol, LH, FSH, Prolactina
  • Hepático — TGO, TGP
  • Renal — Creatinina, Ureia, Ácido Úrico
  • Lipídico — Colesterol Total, LDL, HDL, Triglicerídeos
  • Imunológico — IGF-1
  • Adrenal — Cortisol
  • Hematológico — Hemograma completo

Marcadores individuais

Tabela com todos os marcadores extraídos dos exames. Cada linha mostra: valor coletado do paciente, faixa de referência do laboratório, meta RPS otimizada para o folículo capilar, pontuação RPS em % e status (ótimo / adequado / limítrofe / insuficiente / elevado; nos Mapas novos, a posição do valor contra a meta RPS, como explicado mais abaixo).

Os exames e os marcadores aparecem agrupados por painel clínico — Hematológico, Nutricional, Tireoidiano, Metabólico, Lipídico, Hepático, Renal, Inflamatório, Hormonal, Adrenal, Imunológico e Tóxicos —, na mesma ordem na tela, no PDF, no DOCX e no portal do paciente. Marcador que não se encaixa em nenhum painel conhecido cai em Outros, visível, em vez de sumir da lista.

Leitura por eixo, não por ordem de chegada

O agrupamento por painel deixa o raciocínio clínico na frente da ordem em que o laboratório imprimiu os resultados: dá para olhar o eixo tireoidiano inteiro de uma vez, em vez de caçar TSH, T4 livre e anticorpos em pontos diferentes da tabela.

Como ler a tabela nos Mapas novos

Nos Mapas novos (os que trazem o título Hipótese tricológica), a tabela separa duas perguntas: o valor está dentro da faixa do laboratório? E está dentro da meta RPS?

  • VR Lab traz o selo VR do laboratório: dentro, VR do laboratório: acima ou VR do laboratório: abaixo — ou sem faixa do laboratório, quando a faixa não pôde ser lida. Abaixo do mínimo, a célula acrescenta “X% abaixo do mínimo do laboratório”.
  • Status mostra a posição contra a meta RPS: Abaixo da meta, No limite da meta, Na meta, Acima da meta ou Sem meta. Quando o valor é crítico, o selo Crítico (baixo) ou Crítico (alto) continua no lugar.
  • Acima da tabela ficam os contadores fora do VR do laboratório e fora da meta RPS, e a legenda da barra: cinza é a faixa do laboratório, verde é a meta RPS e o traço é o valor.

Os dois selos andam separados de propósito: a meta RPS é pensada para o folículo e não coincide, necessariamente, com a faixa do laboratório. Um valor pode estar dentro de uma e fora da outra.

PCR ultrassensível com selo de conferência

A PCR ultrassensível às vezes chega em mg/dL, e a unidade nem sempre combina com a faixa impressa pelo laboratório. Em vez de pontuar um número que pode estar na escala errada, o Mapa marca a PCR com um selo ao lado do nome, na tabela Marcadores RPS da tela (passe o mouse sobre o selo para ler a explicação):

SeloO que aconteceuPontua?
Convertida de mg/dLA PCR veio em mg/dL sem a faixa de referência completa do laboratório. O sistema a converteu para mg/L (1 mg/dL = 10 mg/L) e mostra valor, faixa e meta em mg/dL.Sim, na escala convertida
Confirmar unidadeA PCR veio em mg/dL, mas a faixa impressa tem máximo de 3 ou mais, típico de mg/L.Não, até a unidade ser confirmada
Confirmar resultadoA PCR veio em mg/dL com só o limite máximo, e o resultado é igual a esse limite — o que costuma indicar um resultado do tipo “inferior a”, sem o valor exato.Não, até o resultado ser confirmado

A PCR que não pontua sai do score e do scorecard; o resto do Mapa segue normalmente. Confira o valor e a unidade no laudo original do laboratório antes de interpretar a PCR ou liberar o Mapa.

Glicose, HbA1c, homocisteína e ácido úrico

Nesses quatro marcadores, o que pesa contra o folículo é o valor alto. Por isso, nos Mapas novos, um valor baixo que ainda está dentro da faixa do laboratório deixa de contar como déficit no RPS: a meta passa a começar no mínimo da faixa do laboratório ou, se for maior, no limite de segurança do exame (glicose 70 mg/dL, HbA1c 4,0% e ácido úrico 2,1 mg/dL; na homocisteína vale o mínimo do laboratório). Valor abaixo desse limite ou abaixo da faixa do laboratório segue sinalizado como antes.

A regra só vale quando o laboratório informou a faixa completa, na unidade esperada. Se você definiu uma faixa personalizada para o marcador, a sua faixa continua valendo e a regra não mexe na meta.

Anti-TPO e anti-TG com limite máximo

Muitos laboratórios informam os anticorpos da tireoide só com o limite máximo (por exemplo, < 34). O Mapa lê esse limite e compara o resultado com ele: nos Mapas novos, a coluna VR Lab mostra o < 34 e o selo diz se o valor está acima ou dentro do limite do laboratório, em vez de sem faixa do laboratório.

Exames lidos antes desta melhoria

Exames lidos antes dela podem não ter guardado o limite máximo. Nesses casos, o selo segue como sem faixa do laboratório, e vale conferir o valor no laudo original.

Análise clínica detalhada: o que vem primeiro

Os cards da Análise Clínica Detalhada (no Word, Interpretação Tricológica Detalhada), no máximo 5, agora são escolhidos por um critério fixo, antes de a IA redigir o texto. A ordem de prioridade é:

  1. marcadores fora da faixa do laboratório que pedem avaliação, principalmente na tireoide e em ferro e outros nutrientes, e os marcadores com selo crítico;
  2. os demais marcadores fora da faixa do laboratório que pedem acompanhamento;
  3. por último, marcadores dentro da faixa, mas fora da meta RPS (otimização).

Quando há sinal na tireoide, o eixo inteiro (TSH, T4 livre, T3 livre e anticorpos) entra num único card.

Pontos de atenção (só para a equipe)

O que está claramente fora da faixa e não coube nos cards não some: aparece na tela do Mapa, em dois lugares. O alerta Atenção prioritária, antes do Score, quando há encaminhamento urgente; e a seção Pontos de atenção, depois dos Marcadores RPS, agrupada em Sugerir avaliação, Acompanhar e Informativo. As duas levam o selo Só para a equipe e não vão ao PDF, ao Word nem ao portal. Mapas anteriores não têm essa lista.

Hipótese tricológica

Hipóteses clínicas cruzadas entre anamnese e exames, com as evidências que sustentam cada uma. A linguagem é de sugestão: o texto descreve padrões compatíveis e sugere avaliação, sem fechar diagnóstico. Nos Mapas anteriores, a seção se chama Diagnóstico Sindrômico, e os sintomas de cada card aparecem como Sintomas Metabólicos (nos novos, Sinais que podem estar associados).

Contas com o Modo Prescrição ativo seguem com os rótulos e a linguagem anteriores, escritos para quem assina a prescrição; os achados priorizados e as regras de segurança valem do mesmo jeito.

Evolução laboratorial na mesma régua

Quando o Mapa inclui a evolução, o card Evolução Laboratorial compara cada marcador entre a coleta anterior e a atual. Nos Mapas novos, o RPS das duas coletas é calculado com a meta atual do marcador (a legenda diz RPS das duas coletas pela meta atual), então ↑ Melhorou, ↓ Piorou e → Estável comparam a mesma régua, e não duas metas diferentes. A tabela ganha também a coluna Gráfico, com a barra do marcador e o traço da coleta anterior. Algumas linhas ficam fora da régua comum (por exemplo, o DHT, cuja meta depende da testosterona de cada coleta), e a legenda diz quais.

Anti-TPO e anti-TG aparecem só com os valores: o título de um anticorpo não se lê como melhora ou piora entre coletas, e a linha vem sem seta e sem RPS. Essa exibição vale também ao abrir um Mapa já emitido que tenha evolução: a direção que estava gravada não muda, mas deixa de ser mostrada para esses dois anticorpos.

Protocolo terapêutico — 4 fases em 12 meses

FaseDuraçãoFoco
Fase 1 — AgudaMês 1–2Estabilizar deficiências críticas
Fase 2 — EstabilizaçãoMês 3–5Ajustar suplementação e hábitos
Fase 3 — OtimizaçãoMês 6–9Atingir faixas RPS em todos os sistemas
Fase 4 — ManutençãoMês 10–12Acompanhamento com reavaliação

Documentos destacáveis

Além do laudo principal, o Mapa Capilar pode conter até 3 documentos extras que você aprova individualmente antes de entregar ao paciente:

  • Lista de Exames de Controle — quais exames repetir, instruções de coleta e prazo de retorno
  • Observações para a Farmácia — manipulação e cuidados especiais
  • Protocolo Tópico — recomendações de linha tópica (ex.: Lorem Capillus)

Biotina antes da coleta de tireoide

Quando o Mapa pede repetir exames da tireoide e a anamnese traz suplemento com biotina — ou um multivitamínico, colágeno ou suplemento para cabelo e unha que pode conter biotina —, a Lista de Exames de Controle ganha, nas instruções de coleta, uma linha orientando pausar o suplemento antes de repetir os exames. O prazo da pausa fica com a orientação do laboratório. A linha não entra no Mapa de gestantes. Você pode ajustá-la em Editar, como as demais instruções.

4. Fórmulas manipuladas: como o sistema protege a prescrição

Em casos de alopecia androgenética (padrão masculino ou feminino) com sinais metabólicos, o protocolo pode incluir uma fórmula moduladora manipulada: a Fórmula Moduladora AGA Masculina ou a Fórmula Moduladora FAGA Feminina (com o nome da linha da casa, nas clínicas que usam uma). A fórmula vem descrita item a item — componente, dose e justificativa de cada ativo — e você a edita em Editar suplementação, como no restante do protocolo.

Depois que a IA escreve o protocolo, o sistema confere o texto contra a anamnese e aplica regras de segurança. Isso acontece em todo Mapa gerado ou regenerado, e o que o sistema fez fica registrado para você conferir.

Gestação, amamentação e puerpério

Com gestação, amamentação ou bebê com menos de 12 meses registrados na anamnese, saem de qualquer fórmula do protocolo — inclusive das fórmulas que a IA escreve fora da fórmula moduladora:

  • Saw Palmetto, Spearmint, Pygeum, DIM, urtica, beta-sitosterol, ashwagandha e berberina;
  • o Recuperare Hair (nutracêutico oral da linha da casa, nas clínicas que usam essa linha), inclusive a linha dele nos itens prontos da fase e a dose dele na fase;
  • na gestação, também o selênio e a vitamina A pré-formada acima de 10.000 UI por dia (a vitamina A sai também dos itens prontos da fase).

Os ativos do primeiro item da lista (Saw Palmetto, Spearmint e os demais) que estiverem nos itens prontos de uma fase, e não dentro de uma fórmula, não são retirados automaticamente: o sistema só os sinaliza em Para conferir (veja o card Ajustes do sistema na fórmula, mais abaixo). Confira os itens das fases, inclusive o selênio na gestação, antes de liberar.

Magnésio, cromo e os cofatores continuam, e a fórmula moduladora não é indicada nesse período. A fase 1 ganha o aviso “Itens retirados por segurança na gestação ou lactação: … Revise antes de liberar.”, com o nome de cada item retirado. Com bebê de 12 a 24 meses e sem amamentação registrada, nada sai, mas, se alguma fórmula tiver um desses ativos, a fase 1 pede que você confirme se há amamentação.

Hepatite

Com hepatite ou outra hepatopatia registrada nas condições de saúde, saem da fórmula moduladora a berberina, o R-ALA, a curcumina e o Ganoderma — e, na fórmula masculina, também a ashwagandha. A fase 1 ganha uma nota Ajuste pela anamnese com os ativos que saíram “por precaução hepática registrada na anamnese”. A nota não nomeia a doença porque o critério de transição acompanha o Word e os PDFs.

Anticoagulante ou antiagregante

Quando o campo Quais medicamentos? da anamnese registra um anticoagulante ou antiagregante (como varfarina ou AAS), saem da fórmula os ativos com efeito antiplaquetário: na fórmula masculina, Pycnogenol, Ginkgo, curcumina e Ganoderma; na feminina revista, Pycnogenol, curcumina e Ganoderma.

O sistema só enxerga o medicamento quando ele está escrito na anamnese. Por isso, a posologia da fórmula traz sempre a orientação “Em uso de anticoagulante ou antiagregante (como varfarina ou AAS), sugere-se conversar com o profissional antes de iniciar.” Pergunte ao paciente e confirme.

Quando a fórmula fica adiada, a fase 1 explica o motivo

Em alguns casos o sistema não inclui a fórmula moduladora agora. Em vez de a fórmula simplesmente não aparecer, a fase 1 traz, no Critério de transição, uma frase com o motivo e com a sugestão de quando reavaliar:

  • Ferritina baixa (fórmula masculina e feminina): sugere-se iniciar a fórmula depois da correção da ferritina, com reavaliação no exame de controle.
  • Gestação, amamentação, bebê com menos de 12 meses ou tentativa de gestação (feminina): fórmula não indicada; sugere-se reavaliar depois desse período ou, na tentativa de gestação, se o plano mudar.
  • Condição registrada na anamnese, como câncer, condição hormônio-sensível ou imunossupressão (feminina): fórmula não indicada pela condição; sugere-se reavaliar com o médico assistente.
  • Condição da tireoide (feminina): sugere-se iniciar a fórmula depois da reavaliação dos exames da tireoide com o médico.

Fórmula feminina revista pela evidência

A fórmula moduladora feminina foi revista seguindo a evidência disponível para mulheres:

  • o núcleo ficou mais enxuto: Saw Palmetto e óleo de abóbora (Cucurbita pepo). Saem Urtica, Astaxantina e DIM;
  • o Pycnogenol entra só na pós-menopausa declarada, sem reposição hormonal em uso, e sai com anticoagulante, doença autoimune ou imunomodulador;
  • câncer de mama ou ginecológico (em tratamento ou já tratado), terapia hormonal para câncer e tentativa de gestação adiam a fórmula, com o motivo na fase 1;
  • o pré-requisito da tireoide (“tratar a tireoide primeiro”) segue a faixa do laboratório: TSH ou T4 livre fora da faixa, ou anticorpo da tireoide elevado junto com TSH alto, adiam a fórmula, assim como diagnóstico ou levotiroxina registrados. Um T4 livre baixo-normal, mas dentro da faixa, não adia sozinho.

Mulheres em idade fértil. Considera-se em idade fértil quem não declarou menopausa, histerectomia ou ooforectomia e tem menos de 55 anos; sem a idade informada, o sistema também considera idade fértil, para errar do lado da segurança. Para elas, a posologia da fórmula traz a orientação “Não indicada na gestação nem na amamentação. Em idade fértil, sugere-se o uso somente com método contraceptivo eficaz, suspendendo ao planejar gravidez e avisando o profissional.” Quando a fórmula tem Saw Palmetto ou Spearmint, a fase 1 ganha também um aviso para você confirmar que não há gestação e que há método contraceptivo eficaz — o Saw Palmetto pode reduzir o efeito do anticoncepcional hormonal e da reposição hormonal. Quem não pode engravidar e declara reposição hormonal recebe, na fase 1, um aviso parecido sobre essa interação.

O card “Ajustes do sistema na fórmula”

Na tela do Mapa, logo antes do Protocolo Terapêutico, o card Ajustes do sistema na fórmula mostra o que o sistema fez na geração. Ele leva o selo Só para a equipe: não vai ao PDF, ao Word, ao Laudo Unificado nem ao portal. Só aparece quando houve algum ajuste, e Mapas anteriores não o têm.

  • Itens retirados da fórmula — o que saiu e por qual regra, por exemplo: “Saw Palmetto e Spearmint (fase 1) saíram pela regra de segurança da gestação e da lactação (ativo de eixo hormonal).” O mesmo ativo pode seguir em outra fórmula ou nos itens da fase.
  • Para conferir — o que continua no laudo e pede a sua decisão, porque o sistema não o retira. Por exemplo: um ativo que uma condição da anamnese tira da fórmula moduladora, mas que aparece em outra fórmula; vitamina A de dose ilegível na gestação; ou menção a ativo de eixo hormonal em algum campo do laudo.
  • Avisos escritos na fase 1 — os avisos descritos acima, como estão no critério de transição da fase 1. Se a lista de itens for longa, o aviso pode aparecer encurtado no campo; o card traz a lista completa.

O card sugere conferir as fases citadas no editor do protocolo antes de liberar. Numa fase que a equipe editou, vale o texto da equipe.

Antes de liberar um Mapa com fórmula

  • Leia o card Ajustes do sistema na fórmula, quando ele aparecer.
  • Abra Editar suplementação e leia os avisos no Critério de transição da fase 1. Eles são escritos para quem prescreve e acompanham o Word e os PDFs assim que a fase é aprovada; se preferir, ajuste o texto antes de aprovar.
  • Em mulheres em idade fértil, confirme que não há gestação e que há método contraceptivo eficaz antes de iniciar a fórmula.
  • O sistema só considera o que está na anamnese. Se faltar um medicamento ou uma condição, ajuste a fórmula no editor.

5. Revisar e editar o laudo

O Mapa gerado é um rascunho. Antes de entregar ao paciente, revise cada seção e ajuste o que precisar. Tudo é editável — e o texto original da IA fica preservado; você pode restaurar a qualquer momento.

Editar seções de texto livre

Nas seções Síntese Executiva, Hipótese tricológica (Diagnóstico Sindrômico, nos Mapas anteriores), Observações sobre o Protocolo, Protocolo Tópico e Observações Finais do Profissional, clique no botão Editar ao lado do título. Um editor de texto se abre com:

  • O texto atual (IA ou sua última edição)
  • Botão Restaurar texto da IA para desfazer suas alterações
  • Contador de caracteres (limite de 8.000)

Ao salvar, o badge editado aparece ao lado do botão — sinal visual de que aquela seção tem override ativo. As edições aparecem no PDF e no Word no lugar do texto da IA.

Editar o Protocolo Terapêutico por fase

Cada fase do protocolo pode ser editada individualmente. Clique em Editar suplementação no cabeçalho do protocolo para abrir o editor estruturado. Você pode ajustar produtos, dosagens, frequências, observações para farmácia e o Critério de transição entre fases — sem precisar reescrever em texto livre. É nesse campo que ficam os avisos de segurança que o sistema escreve na fase 1 (seção 4).

Editar a Lista de Exames de Controle

Clique em Editar na seção Lista de Exames de Controle para ajustar quais exames estão na lista, as instruções de coleta e o prazo de retorno antes de aprovar.

Aprovar os documentos destacáveis

Cada documento destacável (Lista de Exames, Observações para Farmácia, Protocolo Tópico e Fase 1 do Protocolo) tem um botão de aprovação próprio. Um documento em rascunho aparece com borda amarela pontilhada; aprovado, com borda verde sólida e badge Aprovada. O card Pronto para entrega mostra o progresso e só libera o envio ao paciente quando todos estiverem aprovados.

Aprovações e regeneração

Se você regenerar o Mapa Capilar depois de já ter aprovado seções, as aprovações de seções sem override voltam para rascunho — o sistema avisa quantas serão afetadas antes de confirmar. Seções que você editou manualmente preservam suas edições e aprovações ao regenerar com a opção Preservar minhas edições.

Regenerar consome 1 crédito e parte da mesma base de informações do gerar: a tricoscopia mais recente do paciente, as condições de coleta registradas e a idade. É também o jeito de aplicar as regras novas a um Mapa antigo. Numa fase que você editou, vale o seu texto: confira o que o sistema ajustaria na fórmula.

6. Exportar: PDF e Word

Na parte superior da página do Mapa Capilar, dois botões de exportação estão sempre disponíveis:

  • PDF — documento com capa da clínica, logo em todas as páginas, scorecard visual, protocolo completo e disclaimer médico. Clique e o arquivo abre em nova aba para baixar ou imprimir.
  • Word (.docx) — versão editável para ajustes de formatação ou uso em prontuário eletrônico externo.

Se você personalizou faixas RPS em Personalizar IA, o PDF indica “Faixas personalizadas” em vez das referências canônicas.

7. Compartilhar com o paciente e entregar

Quando o Mapa estiver revisado, você pode disponibilizá-lo no portal do paciente:

  1. Ative o compartilhamento no portal

    Clique em Compartilhar Mapa Capilar com o paciente (card na parte superior da página do Mapa). O paciente passa a ver o Mapa no portal dele em tricologia.io/portal. Você pode desativar a qualquer momento para ocultar.
  2. (Opcional) Gere o Laudo Unificado

    Se o paciente também tem uma sessão de tricoscopia, combine os dois em um Laudo Unificado — um único documento com síntese integrada. O card de entrega orienta esse fluxo.
  3. Avise o paciente pelo WhatsApp

    Quando todos os documentos estiverem aprovados e o Laudo Unificado estiver finalizado, o card Pronto para entrega libera o botão Enviar WhatsApp com a mensagem pré-formatada — ou copie a mensagem e envie pelo canal que preferir.
  4. Imprima ou envie o PDF diretamente

    Se preferir entregar sem o portal, use o botão PDF para baixar e compartilhar por WhatsApp, e-mail ou impressão.

8. Histórico de Mapas Capilares

Todos os Mapas gerados ficam arquivados em duas vias:

  • Prontuário do paciente → aba Mapas — todos os Mapas do paciente em ordem cronológica, com data de geração e score geral.
  • Relatórios (menu lateral) — visão global de todos os Mapas de todos os pacientes, com filtros por data e paciente.

Em ambas as visões você pode clicar em qualquer Mapa para abrir, rebaixar o PDF e comparar com versões anteriores do mesmo paciente.

Aba Mapas Capilares no prontuário do paciente
Prontuário → aba Mapas. Histórico de todos os Mapas Capilares do paciente.
Lista global de laudos / Mapas Capilares gerados
Relatórios — visão global de todos os Mapas Capilares gerados.

Some a tricoscopia em um único laudo

Se você também fez uma sessão de tricoscopia para o paciente, dá para combinar o Mapa Capilar com as imagens e a leitura da IA em um Laudo Unificado — um documento só, com síntese integrada.

Dicas pra otimizar o dia a dia

Revise anamnese e exames antes de gerar

O Crédito de Mapa é consumido no clique em “Gerar”. Reserve 2 minutos para confirmar que (1) o paciente completou o quiz, (2) os exames foram enviados e estão com status Processado, e (3) o pré-diagnóstico foi gerado. Gerar com dados incompletos produz um scorecard raso — e você gasta um crédito.

Personalize as faixas RPS para o seu padrão clínico

Em Configurações → Faixas RPS você ajusta as faixas ótimas de cada marcador para o seu protocolo clínico (veja Clínica, equipe e catálogo). Isso reflete no scorecard e na leitura clínica de todos os Mapas futuros. Marcadores personalizados aparecem com badge Personalizado na tabela do Mapa — transparência total para o paciente.

Use a Síntese Executiva para personalizar o discurso clínico

A Síntese Executiva (~80 palavras) é a primeira seção que o paciente lê. Edite-a para incluir o contexto específico do caso — queixas relatadas, tempo de queda, histórico familiar. Isso diferencia o Mapa de um relatório genérico e aumenta a percepção de valor da consulta.

Aprove as seções progressivamente conforme a consulta avança

Não precisa aprovar tudo de uma vez. Aprove a Fase 1 do Protocolo Terapêutico na primeira consulta (o que o paciente vai tomar agora) e deixe as Fases 2–4 como rascunho para ajustar conforme os exames de retorno chegam. O card de entrega avisa quando cada documento está pronto.

Use Regenerar com IA quando novos exames chegarem

Se o paciente trouxer exames adicionais depois da consulta, faça o upload dos novos PDFs e clique em Regenerar com IA no Mapa (consome 1 crédito). O sistema recalcula o RPS inteiro com todos os marcadores. Se você já tinha editado seções, escolha Preservar minhas edições — suas customizações são mantidas e apenas o texto da IA é atualizado.

Inclua evolução laboratorial na reavaliação

Quando o paciente retornar (tipicamente em 3–6 meses), envie os exames de acompanhamento, confirme que a caixa Incluir evolução laboratorial está marcada antes de gerar, e o Mapa novo trará uma tabela de comparação — anterior vs. atual — para cada marcador, mostrando se melhorou, piorou ou estabilizou, com as duas coletas na mesma régua.

O que mudou e o que você precisa fazer

Mapas já emitidos não mudam

As novidades valem para os Mapas gerados ou regenerados a partir de agora. Um Mapa antigo continua como foi emitido: o botão Recalcular gráfico refaz os números com as regras com que aquele Mapa foi gerado, sem aplicar as regras novas.

Para aplicá-las, use Regenerar com IA, que consome 1 crédito. A única exceção é a exibição de anti-TPO e anti-TG na evolução laboratorial, que também muda ao abrir um Mapa já emitido (veja Evolução laboratorial na mesma régua, acima).

O que mudou

  • Achados priorizados. Os cards da Análise Clínica Detalhada destacam primeiro o que está fora da faixa do laboratório, e o restante vai para os Pontos de atenção (só para a equipe). Nos Mapas novos, o texto usa linguagem de sugestão e hipótese (fora do Modo Prescrição).
  • PCR ultrassensível em mg/dL. Quando unidade ou resultado parecem incoerentes com a faixa impressa, a PCR sai do score e ganha o selo Confirmar unidade ou Confirmar resultado; quando foi convertida, o selo é Convertida de mg/dL.
  • Glicose, HbA1c, homocisteína e ácido úrico. Valor baixo que ainda está dentro da faixa do laboratório deixa de contar como déficit no RPS.
  • Anti-TPO e anti-TG com só o limite máximo (< N): o Mapa lê o limite e compara o resultado com ele.
  • Evolução entre duas coletas. O RPS das duas coletas usa a meta atual, então melhora e piora ficam comparáveis.
  • Instruções de coleta. Com biotina declarada ou possível e exames de tireoide, o Mapa orienta pausar o suplemento antes da coleta.
  • Regenerar. Usa a mesma base do gerar: tricoscopia, condições de coleta e idade.
  • Fórmulas manipuladas. Regras automáticas de segurança (gestação e amamentação, hepatite, anticoagulante), fórmula adiada explicada na fase 1, fórmula feminina revista e o card Ajustes do sistema na fórmula, só para a equipe.

O que você precisa fazer

  1. Antes de liberar um Mapa com fórmula, conferir o card Ajustes do sistema na fórmula e os avisos da fase 1.
  2. Quando a PCR aparecer com selo, conferir o valor e a unidade no laudo original do laboratório.
  3. Em mulheres em idade fértil, confirmar que a gestação está descartada e que há método contraceptivo eficaz antes de iniciar a fórmula feminina.
  4. Revisar as faixas RPS personalizadas em Configurações → Faixas RPS (veja Clínica, equipe e catálogo): onde há faixa sua, ela continua valendo e as regras novas não mexem na meta.
  5. Se um Mapa antigo ainda orienta um paciente em acompanhamento, regenerá-lo para aplicar as regras novas (1 crédito).

Próximo passo

Com o Mapa entregue, o paciente inicia o protocolo. Daqui a 3–6 meses, faça o upload dos exames de acompanhamento e gere uma reavaliação para comparar a evolução marcador a marcador.